Preparar: níveis, roteiros e modelos
Manual de Comissionamento · capítulo 2 de 10
Antes do primeiro projeto, três coisas ficam prontas uma vez para a empresa toda: os níveis (as fases que o comissionamento vai ter), os modelos de tarefa com o checklist de cada teste e os roteiros que dizem qual modelo usar em cada nível para cada tipo de ativo. Com isso pronto, gerar centenas de chamados de teste vira uma operação de poucos cliques (capítulo 4).- Níveis: em Configuração › Tipos de tarefa de projeto, Criar níveis padrão (L1–L5) ou cadastre os seus.
- Modelos de tarefa: em Conhecimento › Templates, um template por teste, com o checklist — por exemplo, “L2 — Inspeção de recebimento em campo (SAT)” ou “L3 — Partida e energização do UPS”.
- Roteiros: na mesma tela dos níveis, a grade Roteiros por nível liga nível × tipo de ativo ao modelo.
Os níveis (tipos de tarefa de projeto)
Seção intitulada “Os níveis (tipos de tarefa de projeto)”Os níveis ficam em Configuração › Tipos de tarefa de projeto — a mesma lista de tipos que a aba Tarefas do projeto usa no campo Tipo. Um tipo vira nível quando está marcado como Fase de comissionamento; a Ordem diz a sequência (1 = primeira).

Figura 3. Configuração › Tipos de tarefa de projeto com os cinco níveis criados por Criar níveis padrão (L1–L5), cada um com o selo Fase N, e os tipos comuns (Tipo comum) entre eles.
- 1Novo tipo — cadastra um tipo (direito Criar em Projetos).
- 2Tipos (N) e quantas são fases de comissionamento.
- 3Ordem — a sequência das fases.
- 4O selo Fase N — o tipo é um nível. Tipo comum é um tipo qualquer de tarefa.
- 5Lápis (Editar) e lixeira (Lixeira).
- 6Roteiros por nível, logo abaixo (veja adiante).
- Criar níveis padrão (L1–L5) aparece enquanto não existe nenhuma fase. Ele cria os cinco níveis do capítulo 1, na ordem 1 a 5, com os nomes no idioma de quem clica. O que já existir com o mesmo nome não se repete. A mensagem diz quantos foram criados e quantos já existiam.
- A lista é uma só para a empresa inteira (não depende do site do cabeçalho). Mudar o nome de um nível muda em todos os projetos que o usam.
- Um tipo em uso por alguma tarefa de projeto não pode ser excluído: Não é possível excluir: o tipo é usado por N tarefa(s). Renomeie ou desmarque a fase em vez de excluir.
- Desmarcar Fase de comissionamento num tipo em uso não apaga nada, mas as tarefas que ainda têm % pelas tarefas dos chamados ligado continuam como fase (capítulo 3).
Cadastrar ou editar um nível
Seção intitulada “Cadastrar ou editar um nível”
Figura 4. O formulário Novo tipo preenchido com um sexto nível, L6 — Treinamento e entrega, marcado como Fase de comissionamento com ordem 6 (exemplo; o formulário não foi gravado).
- 1Nome (obrigatório).
- 2Ordem — sugere a próxima depois da maior.
- 3Chave Fase de comissionamento.
- 4Comentário — livre; bom lugar para o critério de entrada e de saída da fase.
- 5Salvar e Cancelar.
| Campo | Para que serve |
|---|---|
| Nome | obrigatório. É o que aparece no campo Tipo da tarefa, no título dos chamados gerados (marcador {fase}) e na matriz. |
| Ordem | a posição da fase: 1 é a primeira. Ordena a matriz, a linha do tempo do ativo e o aviso de fase anterior incompleta. Só vale para tipos marcados como fase. |
| Fase de comissionamento | ligada, o tipo vira nível: a tarefa de projeto com esse tipo nasce com % pelas tarefas dos chamados ligado e entra na matriz ativos × fases. |
| Comentário | texto livre. |
Os modelos de tarefa
Seção intitulada “Os modelos de tarefa”Cada teste é executado a partir de um template de tarefa de Conhecimento › Templates — o mesmo cadastro usado na programação de preventivas (manual Programação Automática, capítulo 2). O que o template traz para o teste:
- o checklist — os itens que o técnico responde (Conforme / Não conforme / N/A), com fotos obrigatórias onde precisar;
- a descrição da tarefa, a categoria, a duração prevista e, se houver, o técnico padrão;
- os materiais previstos (aba Materiais do template). Com a chave Gerar pedidos de material na OS ligada — o padrão —, cada material vira um pedido de material no chamado quando a tarefa nasce, também na geração em lote e no reteste (capítulos 4 e 7). Desligada, a lista fica só como referência.
Um template por teste e por tipo de equipamento costuma funcionar melhor do que um template genérico: o checklist de FPT de um CRAC não é o de um UPS. Dê nomes que ajudem a achar na lista, começando pelo nível: “L3 — Partida da unidade de climatização (CRAC)”, “L3 — Partida do grupo gerador e teste da QTA”.
Roteiros por nível
Seção intitulada “Roteiros por nível”A grade Roteiros por nível, embaixo da lista de tipos, responde à pergunta “neste nível, para este tipo de ativo, qual teste se faz?”. As linhas são os níveis; as colunas, os tipos de ativo da empresa (Climatização, Nobreaks/UPS, Grupos Geradores, Elétricos…; Ferramentais ficam de fora). Em cada célula, escolha o modelo de tarefa.

Figura 5. A grade Roteiros por nível com os modelos de teste de Grupos Geradores, Elétricos, Climatização e Nobreaks/UPS nos níveis L1 a L5 (no L3, um modelo de partida para cada tipo de equipamento; nos outros níveis, o mesmo modelo para todos) e Computadores inteira em — sem modelo —.
- 1Nível — uma linha por fase de comissionamento, na ordem.
- 2Uma coluna por tipo de ativo.
- 3A célula: o modelo de tarefa deste nível para este tipo. — sem modelo — = nenhum.
- Trocar o modelo grava na hora (Roteiro salvo.); escolher — sem modelo — remove o roteiro deste site (Roteiro removido.). Pede o direito Editar em Projetos.
- O roteiro vale para o site escolhido no cabeçalho e para os sites abaixo dele. Grave no site mais alto (a empresa) o padrão de todos os projetos; num site específico, só a exceção — o roteiro do próprio site ganha do herdado.
- Um roteiro herdado não se apaga daqui: mude o cabeçalho para o site onde ele foi gravado.
- A lista de cada célula traz os modelos do site escolhido no cabeçalho e os modelos recursivos dos sites acima dele. Um modelo de outro site que não é recursivo não aparece. Todo modelo novo nasce com Recursivo ligado.
- Célula vazia não impede nada: na geração em lote dá para escolher o modelo à mão, ativo por ativo (capítulo 4).
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