Como funciona o plano de manutenção preventiva por tempo, uso ou condição?
Cada plano liga um equipamento a um modelo de checklist e a um ou mais gatilhos: tempo (a cada N dias), uso (a cada X horas de horímetro ou outro contador, com a data prevista calculada pela média de consumo das últimas leituras) e condição (quando a leitura de uma métrica, como vibração ou temperatura do mancal, passa do limite, com opção de exigir um número mínimo de dias seguidos fora da faixa). Vale o que vencer primeiro. Uma vez por dia o H2O recalcula a próxima data e, dentro da antecedência que você define, abre a OS com checklist, técnico e grupo e avisa a equipe por e-mail. Quando a OS é solucionada ou fechada, o plano registra a execução e recomeça a contagem. Os gatilhos de uso e de condição usam uma métrica cadastrada no equipamento, como o horímetro, e as leituras dela.
Qual a diferença entre plano de manutenção e programação anual?
O plano acompanha um equipamento e abre uma OS de cada vez, quando o gatilho que vence primeiro se aproxima. Serve bem para o compressor por horímetro ou para o motor por vibração. A programação gera de uma vez todas as OS de um período para um conjunto de equipamentos, com a periodicidade do modelo de checklist, de diária a anual ou a cada N dias, datas levadas para o dia útil mais próximo e horas previstas por mês. Serve para a rota de lubrificação e para o cronograma anual apresentado à diretoria ou ao cliente. As duas aparecem no Calendário de Manutenção, e a próxima preventiva de cada plano aparece ali antes de a OS existir.
Como o H2O calcula MTBF, MTTR e disponibilidade?
Por equipamento, a partir das OS ligadas a ele e da modalidade de cada uma. O MTBF é a média dos intervalos entre as aberturas das OS corretivas, e o MTTR é a média do tempo entre a abertura e a solução delas. A disponibilidade desconta, do tempo desde o cadastro do equipamento, o tempo parado nas corretivas. A mesma aba mostra MTTF e horas de parada, com a linha do tempo de preventivas e corretivas. Para os números saírem certos, cada OS precisa estar ligada ao equipamento e com a modalidade certa, preventiva ou corretiva. Uma regra de automação pode definir a modalidade na abertura, inclusive nas OS geradas pelos planos. O relatório de confiabilidade reúne esses indicadores de todos os equipamentos por período, em PDF.
Como o H2O apoia a manutenção preditiva e por condição?
As técnicas preditivas, como análise de vibração e termografia, geram medições. No H2O, cada equipamento recebe as métricas que você acompanha, como vibração em mm/s, temperatura do mancal, corrente e pressão, com faixa esperada, faixa crítica e periodicidade. As leituras entram pelo app, pela ronda, pela web ou pela API REST, quando enviadas por um supervisório ou gateway IoT, e já chegam classificadas. A leitura fora da faixa pode abrir uma OS corretiva automaticamente, com prioridade Muito alta se for crítica, e o gatilho de condição do plano abre a preventiva quando o desvio se repete pelos dias que você definir. A inspeção termográfica tem checklist próprio no app e laudo em PDF. As faixas e os critérios de intervenção são definidos pela sua engenharia.
Como controlo a troca de rolamentos, correias, selos e filtros?
Cada peça entra como componente do equipamento, com data de instalação e vida útil por tempo, por uso (horas ou outra unidade) ou pelo que vencer primeiro. O equipamento mostra se o componente está em dia, a vencer ou vencido e guarda o histórico de cada troca, com motivo, OS vinculada e leitura do horímetro. A troca reinicia a contagem, a situação dos componentes sai no RAT, no checklist e no laudo, e o H2O avisa por e-mail as pessoas que você escolher quando a troca entra na janela de aviso.
O app funciona em área industrial sem sinal?
Sim. Com as OS já no aparelho, o técnico atende, preenche checklists e rondas, fotografa, lança medições, registra troca de componente, pede material, colhe a assinatura do cliente e gera o RAT, tudo offline. Os dados sobem sozinhos quando a rede volta. O login e a primeira sincronização usam a rede. O app está na Google Play (Android), na App Store (iPhone e iPad) e na Microsoft Store (Windows). Planos, programação, contratos e painéis são configurados na web, e os avisos automáticos para a equipe e para o cliente saem por e-mail.
Serve para empresa que presta manutenção para vários clientes?
Sim. Clientes, sites e unidades ficam em árvore, e cada usuário vê só os clientes do seu perfil. Cada contrato tem vigência, sites cobertos, SLA por prioridade com % de penalidade, IMR e medição mensal com nota, glosa e valor aprovado, exportada em Excel e PDF. O cliente acompanha os chamados pelo portal do solicitante e responde à pesquisa de satisfação, que entra no IMR. O botão Faturar registra a fatura na execução do contrato, e o relatório gerencial de contrato sai em PDF e PowerPoint para a reunião com o cliente.
Como o SLA é contado?
Os prazos de atendimento e de solução vêm da escolha na abertura, de uma regra, do equipamento ou da tabela de SLA do contrato que cobre o site, e são contados a partir da abertura. Status marcados para pausar o SLA, como 'Aguardando peça', congelam o prazo de solução, e o tempo pausado é devolvido em horas úteis do calendário do SLA. Os vencidos aparecem no painel, na lista, na War Room e no app, e os relatórios de SLA trazem resumo, evolução e um analítico em horas úteis.
Como controlo as peças de reposição e o custo de cada OS?
Cada peça tem estoque mínimo e estoque-meta, e as que estão abaixo do mínimo aparecem destacadas na lista e no painel. O técnico pede material pela OS ou pelo app, o pedido passa por aprovação e compra e, na entrega, o custo entra sozinho na OS pelo valor de entrada no estoque. A NF-e entra pela chave de acesso, com consulta ao SERPRO, ou pelo código de barras no app. O custo da OS soma hora técnica pelo tempo apontado, custo fixo e material, e os relatórios mostram o custo por cliente, site, local, solicitante e técnico.
O H2O ajuda a aplicar RCM e gestão de ativos ISO 55000?
A ATG é uma empresa de consultoria e tecnologia com experiência em PCM, comissionamento, RCM e metodologias ISO 55000, e o H2O guarda os registros que essas metodologias usam: a ficha de cada equipamento com dados patrimoniais, garantia e documentos, os componentes com vida útil, os planos por tempo, uso e condição, o histórico de OS com sintoma, impacto e causa, a falha recorrente registrada como Problema e o MTBF, o MTTR e a disponibilidade de cada equipamento. A análise e as decisões da metodologia ficam com a sua engenharia, e a ATG oferece consultoria de implantação. Usar o H2O não garante certificação.
O H2O é parceiro do Uptime Institute?
Não. A ATG não possui vínculo de parceria com o Uptime Institute, e o H2O não é certificado nem endossado por ele. O H2O nasceu dentro de datacenters de missão crítica e foi usado como ferramenta de gestão da manutenção em processos de auditoria de Sustentabilidade Operacional do Uptime Institute®. O que ele guarda são os registros que a operação usa para mostrar o programa de manutenção: o plano, as OS executadas com checklist, fotos e assinatura, e o histórico de cada equipamento. Usar o H2O não garante certificação nem resultado de auditoria.
Consigo importar minha base de equipamentos?
Sim. Equipamentos, chamados, usuários, locais e contatos entram por planilha CSV ou Excel, com pré-visualização e validação antes de gravar. Planos, materiais e fornecedores são cadastrados nas telas do sistema, e o mesmo plano pode ser criado de uma vez para vários equipamentos do mesmo tipo. Para conectar o H2O ao ERP ou a outros sistemas, há uma API REST autenticada e webhooks assinados, e a integração é feita como projeto sob medida.
Consigo executar o PMOC no H2O?
Sim, com as ferramentas de preventiva: um plano por equipamento de climatização ou uma programação anual para o conjunto, checklists com fotos e medições e o PDF de cada execução. O plano do PMOC é montado com os mesmos recursos das demais preventivas.